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Estabilidade, consolidação e olho no caixa

A economia brasileira esfriou no terceiro trimestre e receberá um sopro de energia no quarto trimestre em função de fatores típicos da época (décimo terceiro, natal, etc) e também de alguns estímulos promovidos pelo governo, como redução do IPI para alguns produtos e injeção de dinheiro para crédito

Essas medidas irão ajudar no Natal de 2011 mas não são suficientes para reverter um grave problema estrutural que afeta a economia brasileira e que está nos conduzindo diretamente para a estagnação: o aumento fortíssimo dos gastos do governo, que só podem ser cobertos por aumento de arrecadação fiscal ou endividamento público. Nos últimos 8 anos o governo brasileiro inchou fortemente as despesas com pessoal, tanto aumentando substancialmente o número de funcionários quanto sua remuneração. Ao mesmo tempo, o salário mínimo também foi substancialmente elevado, com impactos na previdência. E os demais poderes não ficaram atrás, definindo um aumento substancial de regalias para si. Foi isso que fez com que o governo aumentasse a coleta de impostos em porcentual muito superior ao crescimento do PIB (que já havia sido elevado). Isso se chama, na linguagem popular dos economistas, de “bicicletar”. O apelido deriva do fato das contas públicas se desorganizarem completamente ao primeiro sinal de redução de crescimento dado que a coleta de impostos não permitirá mais fazer frente ao crescimento das despesas.

O Brasil deverá passar por uma fase de crescimento lento nos próximos anos, mesmo que contra a vontade da atual Presidente e mesmo com sua área de infra-estrutura estimulada pelos investimentos da Copa. Para o setor varejista, que se expandiu fortemente nos últimos anos, em alguns casos se endividando e em outros consumindo o caixa próprio, este é o momento da consolidação

A melhor estratégia para os próximos anos é refrear o impulso de continuar crescendo, investir na melhoria da rentabilidade de cada PDV atual, reduzir endividamento e melhorar a posição de caixa. A experiência mostra que aqueles que são prudentes na gestão do negócio, e que olham com cuidado e antecedência para os sinais de perigo, são os que melhor reunem condições para sobreviver e prosperar a longo prazo

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Publicado em 08/12/2011 por em Caixa, Consolidação, Economia.
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