D.D Brasil Consultoria

5 tendências do varejo americano em 2012, segundo a NRF

O mercado americano sempre serviu de modelo para o brasileiro, principalmente no que se refere a tendências. Historicamente, o que acontece nos EUA chega no Brasil algum tempo depois. Nos últimos anos tem havido uma diferença fundamental entre os 2 mercados. O americano está em recessão desde2008 e o nosso esteve em expansão neste período, embora agora esteja vivendo um período incerto. Seja como for, as tendências que o presidente da NRF apresentou em entrevista recente fazem sentido também para o Brasil. Segue abaixo um extrato da entrevista, com os pontos mais importantes.

Ampliar investimentos em m-commerce e tecnologia mobile

A velocidade com que a tecnologia móvel transformou varejo é impressionante. Em apenas poucos anos, os códigos QR, a quantidades de apps (aplicativos) e a capacidade de buscar informações sobre produtos, opiniões, ou simplesmente a localização de uma loja – tudo a partir de um telefone celular – tiveram um impacto enorme. Uma pesquisa recente da Shop.org (divisão digitalda NRF) descobriu que quase metade dos varejistas tem um site otimizado para celulares, smartphones e tablets, sendo que 16% planejam aumentar seu investimento em tecnologia móvel. Embora o varejo móvel já tenha percorrido um longo caminho, ainda existem muitas oportunidades de crescimento. Os varejistas devem enxergar o comércio móvel ver não apenas como um motor de vendas mas como uma forma de interagir com um público específico. Um outro levantamento da NRF Retail Horizons indicou que 69% dos varejistas norte-americanos tinham o comércio como uma prioridade estratégica em 2011, comparativamente com 28% em 2010. Par 2012 estes números serão ainda maiores.

A emergência do consumidor “millennial”

Para uma parcela significativa dos consumidores, as dificuldades da economia estão sendo aceitas como normal e parte da vida rotineira. A geração Y, dos nascidos entre 1982 e 2000, foi criada em meio à internet de alta velocidade, telefones celulares,música digital e mensagens instantâneas. Eles vivem em ambiente multi-tarefa, acessando simultaneamente a internet, redes sociais, sites de jogos, portais e blogs.Chamamos a este grupo de consumidores de “millennials”. São exigentes e esperam mais valor para seu dinheiro. Não têm medo de gastar, mas esperam mais do que um bom negócio. Os varejistas serão cada vez mais desafiados a não só atender a essa geração com uma boa combinação de preço e produto como também encontrar formas para fidelizá-los.

Tirando o melhor de uma economia estagnada

Tempos conturbados estimulam a inovação. Apesar da lenta recuperação econômica, os varejistas têm encontrado formas de se contentar com menos, ofertando descontos e promoções, e até mesmo criando plataformas móveis e expandindo os negócios na web que vêm engajando com sucesso um novo grupo de clientes. Com os consumidores focando cada vez mais em compras de necessidade, os varejistas têm procurado estabelecer conexões emocionais com os consumidores de modo a estimulá-los a considerar algumas das compras discricionárias como sendo “compras necessárias”. O IPhone da Apple é um bom exemplo. Os varejistas estão focando mais em valor de relacionamento – ou seja, serviços, qualidade de atendimento e informação – e menos em ofertas de preço.

Procurando novos mercados

O ajustamento ao novo consumidor continuará a ser um desafio para os varejistas já que os consumidores dos EUA ainda pesam necessidades versus desejo, mais ainda do que faziam em épocas anteriores à recessão: uso de cupons, pesquisando a maior quantidade possível de alternativas e sendo extremamente orientados pelo valor percebido do bem. O aumento da concorrência e o difícil comportamento dos consumidores americanos tem estimulado um número crescente de varejistas a se expandirem para o exterior, na esperança de crescer em mercados onde os clientes gastam mais. A China, América Latina e Índia tornaram-se mercados muito atraentes para os varejistas. Ao longo de 2012, os varejistas continuarão a adaptar e ajustar suas marcas e operações para se encaixarem em diferentes culturas. Através da abertura de lojas e expansão da marca, os varejistas norte-americanos estão abrindo os braços para os compradores internacionais, como nunca antes. A expansão internacional foi outra iniciativa de alta importância estratégica para os varejistas em 2011. Cerca de 25% dos entrevistados em pesquisa da NRF disseram que a expansão global seria o foco principal para a sua empresa. Alguns varejistas oferecem alternativas bilíngues em seus sites, facilitando a vida de consumidores internacionais.

Diminuição do tamanho médio das lojas

Uma das maiores tendências é, na verdade, bem pequena. A combinação da mudança de comportamento dos consumidores e de únicas oportunidades imobiliárias estimulou muitos varejistas a partir para formatos menores de loja – e os consumidores estão respondendo de forma bastante favorável. Varejistas importantes como a Target e Wal Mart Express estão abrindo lojas significativamente menores em Boston, Nova York, Filadélfia, Baltimore e Washington. Os varejistas estão se adaptando a nova realidade urbana e otimizando seus portfólios imobiliários, ao mesmo tempo em que ampliam sua conexão com os consumidores locais na medida em que lojas menores estimulam o aumento do número de retornos (frequência de visita às lojas).

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Informação

Publicado em 10/05/2012 por em Mercado, Tendências.
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